NORMINHA DUVAL
Violão brasileiro do sul
Aos sete anos, Norminha Duval já tocava cavaquinho no conjunto regional do tio. Logo a menina prodígio aprendeu a tocar violão e começou a se apresentar no Clube do Guri, de Ary Rego. Ao completar quinze anos, idade limite para participação no programa, formou o grupo feminino Estrelas do Pago, com o qual percorreu as principais cidades do interior do Estado.
Por intermédio do radialista Antônio Gabriel, Norminha ganha uma bolsa de estudos e vai para a Espanha, mergulhar no universo da música flamenca na Academia de Barcelona. De volta a Porto Alegre, conclui o curso de arquitetura e embarca para São Paulo, onde participa dos Concertos Para a Juventude, da TV Excelsior.
Na mesma época, no Hotel Guarujá, onde se apresentava com repertório erudito, conhece o violonista Baden Powell. Absorvendo a riqueza e o balanço dos acordes dissonantes da música popular, Norminha Duval reinventa seu estilo e passa a acompanhar artistas como Cauby Peixoto e Linda Batista.
Retorna a Porto Alegre na década de oitenta e começa a trabalhar na Cantina Itália, acompanhada do jovem Hique Gomez no bandolim. Após mais de vinte e cinco anos, aceitando o convite do antigo parceiro, grava seu primeiro CD e se prepara para ampliar as fronteiras de sua música essencialmente universal.
O disco O Violão Brasileiro de Norminha Duval traz uma coleção de pérolas da mpb entremeadas com clássicos da música internacional. Temas de Chico Buarque, Cartola e Ernesto Nazareth se mesclam a obras de Enrique Discepolo, Astor Piazzolla e Irving Caesar. Tudo ao som de um violão tipicamente brasileiro com forte sotaque espanhol, herdado dos estudos formais em Barcelona e da influência da música regional do Rio Grande do Sul.
Com direção artística de Hique Gomez e produção executiva de Márcio Gobatto, o CD foi gravado entre março e agosto de 2007 no Laboratório do Sétimo Céu, estúdio particular de Hique Gomez, com financiamento do Fumproarte da Prefeitura de Porto Alegre.