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CARLOS CACHOEIRA

O legado do Tambo do Bando

 

Em 1990, com o LP Ingênuos Malditos, o grupo Tambo do Bando revolucionou a música gaúcha. Emprestando sonoridades e linguagens universais à música nativista, o grupo concebeu uma obra sem precedentes. Ainda hoje, o espaço ocupado pelo Tambo do Bando continua aberto, à espera de jovens ávidos de inovação estética e identificação com a terra.

Carlos Cachoeira, um dos compositores do Bando, dá continuidade ao projeto no CD Há Mais Sul em Meu Rosto, lançado em 2006 com financiamento do Fumproarte. Ao longo das 12 faixas do disco, Cachoeira traz para o conhecimento do público seis antigas composições em parceria com o poeta, jornalista e idealizador do Tambo do Bando, Luiz Sérgio Metz, morto em 20 de junho de 1996, aos 44 anos. Além disso, o trabalho traz parcerias com Vitor Hugo, Nilo Brum, Marcos Barreto e Sérgio Napp. As letras de Sérgio Metz também aparecem em outras duas canções, uma com Vinicius Brum, outra com Luis Carlos Borges.

Conhecido como Jacaré, Metz foi uma espécie de Rimbaud maduro dos pampas. Através de versos ricos em signos, sons e imagens, estendeu uma ponte entre campo e cidade, traduzindo a alma de seu povo e revelando as injustiças, as belezas e as contradições do mundo a sua volta.

Nesta matéria, Carlos Cachoeira canta antigos temas do grupo, apresenta canções do novo CD e conta sua trajetória, desde as primeiras participações em festivais nativistas, passando pelo seu encontro com Jacaré e a formação do Tambo do Bando, até a dissolução do grupo após a gravação do segundo disco, em 1992.

 

   

 

 

   
   
     
 

 

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