NAGÔ

Letra: Zé Evandro
Arranjo: Grupo Serrote Preto

Só no exato momento em que as palavras começam a concatenar no mundo das idéias.

Na junção das letrinhas formando as palavras as palavras formando as frases.

É que o som da palavra começa a usar o corpo para se expressar.

O som da palavra sai pela boca e encontra um ouvido aberto para escutar...

Neste exato momento se dá
A união do pensamento
A união da expressão
A união do sentimento.

A representação mais pura da comunicação humana.

Podendo trazer a discórdia a destruição ou até mesmo a revolução no mundo das idéias
Ou no mundo da ação
No mundo das idéias...

Viva a liberdade de expressão
Viva a expressão da libertação
Viva a liberdade de expressão
Viva a expressão da libertação

Nagô... Pau rolou
Nagô... Pau caiu
Nagô... Foi no meio da mata
Nagô... E ninguém viu...

Madeira caiu... uô..
Madeira cortou... uô...
Madeira no chão foi que vingou...

No sangue da raiz
No chão da vida por um triz
O que nos resta é ser feliz

Pedra bruta no ribeirão
Do índio Guarani
No olho do gavião
Nas linhas da vida na palma da mão

E você não quer o troco
E você quer mais um pouco
E na alma do caboclo que dói demais é pouco

Nagô... Pau rolou
Nagô... Pau caiu
Nagô... Foi no meio da mata
Nagô... E ninguém viu...

Isso aqui tá bom de mais
Nosso canto é de paz
Isso aqui tá bom de mais
Nosso canto é de paz.